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Menções online sobre assédio contra a mulher cresceram 324%

img_797x448$2018_03_08_19_06_03_11550Pesquisa inédita realizada pelo Instituto Avon registrou um aumento de 324% nas menções sobre assédio contra as mulheres no ambiente online entre 2015 e 2017. As denúncias deste tipo de importunação virtual cresceram 26.000% no mesmo período.
A entidade monitorou as menções por meio do Facebook, Twitter e Instagram feitas por usuários no Brasil. Além de “assédio” também foram observadas as citações a “violência” contra a mulher, que cresceram 211% no período. De acordo com o levantamento, os grupos de suporte a vítimas de violência na internet aumentaram em 176% entre os dois anos. A grande maioria das mulheres que procuraram ajuda nas redes usaram perfis falsos para manter o anonimato, representando 86% do total.  A pesquisa separou as menções entre dois grupos. O primeiro são de “ruídos”, quando a citação não gera o aprofundamento do tema e segundo o de “sinais” quando ocorre interação e debate. Dos 14 milhões comentários analisados, apenas 3 milhões foram considerados sinais, ou seja, discussões construtivas. Apenas 3% das menções foram feitas por uma vítima. Os comentários de ativistas ficam com apenas 2% do total, apesar disso, são os responsáveis por fazer um elo com que sofreu o assédio ou a violência. A grande maioria das citações são feitas em discussões gerais,

Denúncias

Entre os relatos de vítimas, a maioria, 23%, foram relacionados a violência física. O segundo maior tipo de denúncia compartilhada foi de assédio moral (22%). Em seguida, os comentários foram classificados, respectivamente, como assédio sexual (17%), violência psicológica (13%), violência sexual (12%) e assédio virtual (8%).

Quase metade das denúncias são compartilhadas no Facebook, que representa 41% do total. O Twitter é a segunda rede social mais usada para os relatos, com 16%. Em seguida, fica o Youtube, com 13% dos casos, Instagram, com 9% e Whatsapp, com 7%.

Haters

A pesquisa também analisou o comportamento dos homens no debate. O sexo masculino foi considerado 96% dos “haters”, aqueles que atacam de forma negativa o tema assédio e violência contra a mulher e praticam cyberbullying. Entre eles, 79% são brancos, e 86% tem estão na faixa etária entre 18 e 34 anos.

A maioria das citações masculinas foram consideradas pela pesquisa de teor “agressivo e desqualificador”, representando 61% do total.  Apenas 19% argumentam e 10% pacificam.

95% do total.

– Surreal.

Fonte: Jornal Destak

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