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Varejo carioca gasta R$ 900 mi com segurança em seis meses

img_797x448$2018_07_26_15_49_20_25990O comércio varejista carioca gastou R$ 900 milhões com segurança, de janeiro a junho deste ano – quase 20% a mais do que no mesmo período de 2017. A conclusão é da pesquisa “Gastos com segurança em estabelecimentos comerciais” do CDL-Rio (Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro). Do total dos gastos, R$ 610 milhões foram com segurança privada e vigilantes, R$ 250 milhões com equipamentos de vigilância eletrônica e R$ 40 milhões com gradeamento, blindagens, reforços de portas, de vitrines e com seguros. “Isso representa uma perda, porque é um gasto, e não um investimento. Se esse dinheiro tivesse sido aplicado para abrir uma loja ou fazer um treinamento para equipe, ou qualquer outro tipo de investimento, seria um dinheiro que teria retorno. Isso aí não tem retorno, é um gasto”, explica Aldo Gonçalves, presidente do CDL-Rio. Para realizar o estudo, o centro ouviu 750 lojistas. Dentre eles, 180 já tiveram seus estabelecimentos assaltados, furtados ou roubados. Foram cerca de 15% a mais do que no mesmo período do ano passado. Gonçalves explica que a falta de segurança vai além dos assaltos. Ela interfere também nas vendas, já que as pessoas ficam com medo de sair para fazer compras. Entre janeiro e dezembro de 2017, foram fechados 9.121 estabelecimentos, um aumento de 31,7% em comparação com o mesmo período de 2016. Neste período, 3.408 foram na zona norte, 2.912 na zona oeste, 1.459 na zona sul e 1.342 no Centro. Só em dezembro, 1.084 estabelecimentos comerciais encerram suas atividades na cidade, sendo 385 na zona norte, 366 na zona oeste, 174 na zona sul e 159 no Centro. Para o presidente do CDL-Rio, as lojas não estão fechando apenas por conta da falta de segurança, mas o problema tem contribuído bastante para a situação. “Elas estão fechando também por outros motivos, não é só a questão da violência, mas também a questão do desemprego, do funcionalismo público do Estado que não está recebendo direito, da crise da Petrobras que afetou mais o Rio de Janeiro. Tudo isso tem contribuído. Mas a violência, sem dúvida, tem contribuído bastante para o fechamento de lojas”, explica.

– A coisa tá feia. Pra cima deles!

Fonte: Jornal Destak

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