O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi preso nesta sexta-feira (26) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai, ao tentar embarcar para El Salvador. A prisão ocorreu após ele romper a tornozeleira eletrônica que utilizava e deixar o Brasil sem autorização judicial.
Após a constatação da avaria no equipamento de monitoramento, autoridades brasileiras emitiram alertas às forças de segurança nas regiões de fronteira, o que resultou na localização e detenção do ex-policial no exterior.
Natural de Ivaiporã, no Paraná, Silvinei ingressou na PRF em 1995 e construiu uma carreira de 27 anos na corporação. Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), alcançou o cargo máximo do órgão, como diretor-geral. Em dezembro de 2022, aposentou-se voluntariamente, com salário integral.
Silvinei Vasques foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 16 de dezembro de 2025 por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. A pena fixada foi de 24 anos e seis meses de prisão, além do pagamento de 120 dias-multa. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), ele integrou o chamado “núcleo 2” da trama golpista, que teria utilizado a máquina pública de forma articulada para dar sustentação institucional e operacional à tentativa de manter Bolsonaro no poder após a derrota eleitoral.
No mesmo dia em que foi condenado pelo STF, Silvinei pediu exoneração do cargo que ocupava na prefeitura de um município de Santa Catarina.










