Foi sob muita emoção, revolta e aplausos que o corpo do policial civil Paulo Vítor Silva Heitor, de 40 anos, foi enterrado na tarde desta segunda-feira (12), no Cemitério e Crematório da Penitência, no Caju, Zona Portuária do Rio.
O velório começou por volta das 13h, reunindo familiares, amigos e colegas de farda, e o sepultamento aconteceu às 16h30, no mesmo local. Um clima pesado, de dor mesmo, daqueles que ninguém queria estar vivendo.
Paulo Vítor foi morto na madrugada de domingo (11), durante uma tentativa de assalto na Rua Visconde de Itamarati, no Maracanã, Zona Norte. Segundo a Polícia Civil, ele voltava a pé de um bar com a esposa quando foi abordado por dois criminosos numa moto, por volta das 3h da manhã.
O bandido da garupa anunciou o assalto. Ao perceber a situação, o policial levou a mão à cintura e acabou sendo atingido por tiros, não resistindo aos ferimentos. A esposa dele também ficou ferida, mas foi socorrida.
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). A polícia apura se os criminosos têm ligação com o Morro da Mangueira, comunidade próxima ao local do crime. Depois da execução, o policiamento foi reforçado na região.
Na manhã desta segunda-feira, dois homens foram presos nas proximidades, já conhecidos e monitorados pelo setor de inteligência da PM por envolvimento em roubos na área. A polícia agora investiga se eles têm ligação direta com a morte do comissário.
O Disque-Denúncia também entrou em campo e divulgou um cartaz pedindo ajuda da população. Quem souber de qualquer informação pode denunciar de forma anônima, pelo telefone 2253-1177.
Mais um policial morto tentando voltar pra casa. Mais uma família destruída. E mais uma ferida aberta na segurança do Rio.










