A situação jurídica do cantor Oruam sofreu uma reviravolta nesta segunda-feira. O ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça, revogou o habeas corpus que mantinha o artista em liberdade. Agora, a decisão de expedir ou não um novo mandado de prisão está nas mãos da juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Rio.
O motivo da cassação do benefício foi o descumprimento das regras de monitoramento. Segundo o STJ, a tornozeleira eletrônica do cantor apresentou 28 falhas em apenas 43 dias, ficando sem bateria por longos períodos, especialmente em horários noturnos e fins de semana. Para o tribunal, o descuido com o aparelho impede a fiscalização e justifica o retorno à prisão.
A defesa do cantor, porém, nega qualquer má-fé. O advogado Fernando Henrique Cardoso afirma que o equipamento estava com defeito e que a própria Seap já teria providenciado a troca do dispositivo em dezembro. Oruam responde por tentativa de homicídio qualificado contra policiais civis, após um episódio de ataque a pedras durante uma operação. A defesa já avisou que vai recorrer para tentar manter o artista em liberdade.
Fonte: CNN










