A investigação sobre o estupro de uma idosa de 71 anos, ocorrido no último domingo (22/02) dentro de um coletivo, revelou um perfil de reincidência assustador. Nesta terça-feira (24), a vítima reconheceu formalmente o motorista da linha 383 (Realengo x Praça da República) como o autor do ataque.
Reconhecimento e Identificação
O reconhecimento ocorreu na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) do Centro, após a idosa analisar as imagens das câmeras de segurança fornecidas pela empresa Sou Transportes. Segundo a Polícia Civil, o suspeito já foi identificado, mas seu nome segue em sigilo para não atrapalhar as buscas.
A investigação confirmou que o agressor utilizou a mesma tática relatada pela vítima: ele aproveitou o veículo vazio, apagou as luzes do coletivo e cometeu o abuso.
O Crime de 2019: Padrão Repetido
O que mais choca as autoridades é que o motorista já havia sido indiciado por um crime quase idêntico há sete anos. Em 2019, ele atacou uma jovem de 20 anos na Ilha do Governador seguindo o mesmo roteiro:
- Isolamento: Esperou o último passageiro descer;
- Subterfúgio: Pediu que a vítima descesse e retornasse pela porta traseira;
- Ataque: Apagou as luzes, fechou as portas e pulou a roleta para atacar a mulher.
Na época, ele respondeu por importunação sexual na 37ª DP, mas o processo foi suspenso sob condições, o que permitiu que ele continuasse exercendo a profissão de motorista de transporte público.
Fonte: G1










