BATE-BOLAS NO RADAR DA POLÍCIA! PROPOSTA QUER CADASTRO OBRIGATÓRIO

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A tradição milenar dos Bate-Bolas e Clóvis, que colore o subúrbio e a Zona Oeste do Rio, está prestes a entrar em uma nova era de fiscalização. O deputado estadual Dionísio Lins (PP) envia nesta quarta-feira (18/02) ao governador Cláudio Castro uma proposta que pode mudar as regras do jogo: a criação de um cadastro obrigatório para todos os integrantes desses grupos. A medida não veio do nada; ela é uma resposta direta à operação do Batalhão de Choque na Avenida Brasil, na última segunda-feira, que terminou com cerca de 100 pessoas presas — todas fantasiadas e, segundo a polícia, portando armas de fogo e objetos perigosos.

O objetivo da proposta é separar o folião raiz, que mantém a cultura viva, dos criminosos que usam a fantasia e o barulho das bexigas para camuflar ações violentas. Se a medida for aprovada, os grupos terão que entregar à Secretaria de Turismo e aos batalhões da PM uma ficha completa de cada componente, incluindo CPF, identidade, endereço e telefone, com pelo menos 15 dias de antecedência. É o fim do anonimato por trás das máscaras de tela e dos guarda-chuvas coloridos!

Para o parlamentar, a identificação dos responsáveis pelos grupos vai facilitar o trabalho da polícia e garantir que a festa não vire um campo de batalha entre facções ou gangues rivais. Enquanto a tradição defende que o Bate-Bola é a alma do Carnaval de rua do subúrbio, a segurança pública quer garantir que essa alma não venha acompanhada de pólvora. Agora a bola está com o Palácio Guanabara: será que o Clóvis vai ter que tirar a máscara diante do Estado?

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