A noite desta quarta-feira (11) foi de extrema tensão na unidade feminina Professor Antônio Carlos Gomes da Costa, do Degase, na Zona Norte do Rio. Uma adolescente em medida socioeducativa manteve outras quatro jovens como reféns dentro de um alojamento, exigindo uma operação rápida que envolveu o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e o Grupamento de Ações Rápidas (GAR).
Negociação e Desfecho
A crise, que começou com contornos de rebelião, foi solucionada após um intenso processo de negociação. Confira os pontos principais do desfecho:
- Sem feridos: Todas as jovens foram liberadas sem danos físicos;
- Lideranças punidas: As internas que encabeçaram o movimento foram encaminhadas à 37ª DP (Ilha do Governador);
- Apoio tático: A PM deu suporte externo, mas ao entrar na unidade, os reféns já haviam sido liberados graças à mediação inicial.
Crise no Sistema Socioeducativo
João Rodrigues, presidente do Sinddegase, fez um alerta crítico: as rebeliões estão se tornando frequentes. O sindicato aponta que a proibição judicial do uso de spray de pimenta pelos agentes dificulta o controle de distúrbios, deixando o sistema mais vulnerável a esse tipo de motim.
A situação na unidade da Ilha do Governador agora segue sob monitoramento, mas o clima de instabilidade no sistema socioeducativo do Rio continua sendo uma “palavra-chave” preocupante para as autoridades em 2026.










