Em uma ação que reforça o cerco contra a corrupção policial, a Polícia Militar efetuou, nesta sexta-feira (6), a prisão preventiva do capitão Alessander Ribeiro Estrella Rosa. O oficial é apontado como um dos integrantes do “novo Escritório do Crime”, uma organização criminosa que executava ordens de líderes da contravenção no Rio de Janeiro.
O histórico do capitão é extenso e grave. Em maio de 2025, ele já havia sido alvo do Gaeco (MPRJ), acusado de participar de um esquema de venda de armas e munições que haviam sido apreendidas pela própria PM. Além disso, o oficial foi denunciado por sequestro e organização criminosa armada. Mais recentemente, no início de 2026, áudios vazados sugeriram que Alessander, enquanto lotado no batalhão de Belford Roxo, negociava a retirada de barricadas diretamente com chefes do Comando Vermelho.
O secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, manifestou-se publicamente sobre a prisão, afirmando que a gestão tem o “compromisso inegociável” de não compactuar com desvios de conduta, independentemente da patente do envolvido. A prisão preventiva visa garantir que o oficial não interfira nas investigações em curso e responde aos anseios de transparência dentro da corporação.










