Uma semana após a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca” ou “Urso”, continua foragido e é o principal alvo da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Doca é considerado uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV) e conseguiu escapar durante a ação policial, que contou com a proteção de aproximadamente 70 integrantes da facção, que formaram um cerco armado para garantir sua saída da região.
Até o momento, a polícia não tem informações sobre seu paradeiro. O Disque Denúncia oferece uma recompensa de R$ 100 mil por informações que levem à sua localização, valor equivalente ao oferecido por informações sobre Fernandinho Beira-Mar quando ele fugiu para a Colômbia.
De acordo com o Ministério Público, Doca é responsável por ordenar atos de tortura no Complexo da Penha e é um dos chefes do tráfico de drogas do Comando Vermelho. Atualmente, ele lidera o comércio ilegal de entorpecentes no Morro do São Simão, em Queimados, na Baixada Fluminense.
Natural de Caiçara, na Paraíba, Doca se destacou como uma figura proeminente da facção nos últimos anos, acumulando influência e comandando operações criminosas em diversas áreas do estado do Rio. As forças de segurança continuam realizando diligências para localizar o suspeito.
A megaoperação do dia 28 envolveu 2.500 agentes da Polícia Civil e Militar, resultando na morte de 121 pessoas, sendo 117 suspeitos e quatro policiais. Além disso, 113 indivíduos foram presos e 120 armas, incluindo 93 fuzis, foram apreendidas, com um prejuízo estimado ao crime organizado em R$ 12,8 milhões.
Dos 115 mortos informados pelo governo, 97 tinham alguma passagem criminal, a maioria por tráfico, e 59 possuíam mandados de prisão em aberto, segundo as forças policiais.










