A Polícia Civil do Rio interceptou mensagens que mostram que Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, presa por suspeita de mandar matar Laís de Oliveira Gomes Pereira, já demonstrava intenção de cometer o crime mais de um mês antes da execução, ocorrida em 4 de novembro, em Sepetiba, na Zona Oeste.
De acordo com o relatório elaborado pelo delegado Robinson Gomes, responsável pelo pedido de prisão temporária, Gabrielle conversou com o marido, Lucas, no dia 29 de setembro. Na troca de mensagens, ela afirma:
“Te falar: queria matar demais a Laís. Deus me livre.”
O marido tenta dissuadi-la, dizendo que aquilo “nem vale a pena”. Gabrielle, então, responde apenas:
“Vms ve” (Vamos ver).
A vítima, Laís, foi assassinada 36 dias depois, enquanto empurrava o carrinho do filho mais novo.
As investigações apontam que Gabrielle teria mandado executar o crime por ser obcecada em ficar com a guarda da filha mais velha de Laís, de 4 anos. Para o Ministério Público e para a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), as mensagens representam um “indício inequívoco de intenção” de cometer o homicídio.
O caso segue em investigação.










