O instrutor de voo Sergio Manoel da Silva foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, pelo acidente que causou a morte do piloto e empresário Philip Haegler, bicampeão brasileiro de voo livre. A colisão aconteceu em 20 de novembro, em São Conrado, na Zona Sul do Rio. O inquérito será enviado ao Ministério Público, que definirá se oferece denúncia.
O relatório da 15ª DP (Gávea) concluiu que Sergio agiu com negligência ao não seguir regras básicas de segurança do voo desportivo. O instrutor afirmou que voava com um aluno e se distraiu ao se aproximar da área de pouso. Ele disse ter olhado para baixo por cerca de três segundos para soltar a perneira do aluno e, ao levantar a cabeça, se deparou com o parapente de Haegler à sua frente.
Segundo Sergio, ele tentou uma manobra brusca para evitar o choque, mas não conseguiu. A asa-delta e seu próprio corpo atingiram o parapente, que se desestabilizou. Haegler perdeu o controle e acabou colidindo contra um prédio na Avenida Prefeito Mendes de Morais, despencando cerca de 45 metros.
Imagens captadas pela câmera da asa-delta mostram o momento exato da colisão, confirmando a dinâmica descrita pelo instrutor. Sergio destacou ainda que, pelas regras do Código de Aviação Desportiva, o piloto mais abaixo tem prioridade, neste caso, Haegler, e admitiu que o acidente ocorreu por um descuido de segundos.
Abalado, o instrutor afirmou que sempre admirou Haegler, de quem chegou a receber ensinamentos, e que está recebendo apoio psicológico. Ele se colocou à disposição das autoridades para todos os esclarecimentos.
Fonte: G1










