O mundo artístico está em prantos, meu povo. Em um intervalo de poucas horas, perdemos duas figuras que, cada uma à sua maneira, desenharam a alma do brasileiro na TV. No sábado (10), o mestre Manoel Carlos, o nosso eterno Maneco, nos deixou aos 92 anos, no Rio de Janeiro. Ele lutava contra o Parkinson e estava internado em Copacabana. O pai das “Helenas”, o homem que transformou o Leblon em poesia e os conflitos familiares em arte pura, descansou. O velório foi restrito, do jeitinho reservado que ele vivia desde sua aposentadoria em 2014.
E enquanto o Rio se despedia do seu cronista maior, o Rio Grande do Norte chorava a partida precoce de Titina Medeiros. A nossa eterna Socorro de “Cheias de Charme” morreu aos 48 anos, após uma batalha de seis meses contra um câncer no pâncreas. Depois de uma despedida emocionante em Natal, o corpo da atriz seguiu nesta segunda-feira (12) para Acari, no sertão potiguar, onde ela cresceu. Titina era a voz do teatro nordestino e brilhou recentemente em “No Rancho Fundo”. É uma perda irreparável para quem ama o talento de verdade. O mestre e a operária da arte agora brilham juntos em outro plano.










