O mundo do rock carioca foi pego de surpresa com uma notícia que ecoou mais forte que um solo de bateria: a marca do lendário Bar Bukowski está oficialmente em leilão desde a última segunda-feira. Por determinação da Justiça em um processo trabalhista movido por um ex-funcionário, o nome que é sinônimo de noites memoráveis em Botafogo foi avaliado em R$ 400 mil pelo leiloeiro Paulo Botelho. O objetivo? Garantir o pagamento de uma dívida que já chega perto dos R$ 200 mil.
Os administradores da casa (registrada sob o CNPJ “Macaco Caolho”) não estão de braços cruzados e tentam desesperadamente travar o pregão. Eles alegam que o leilão pode causar um “dano irreparável” ao negócio e questionam a falta de uma perícia técnica mais profunda para definir o real valor de uma marca tão icônica. Porém, a Justiça manteve a oferta ativa após negar um mandado de segurança nesta semana, citando a dificuldade de encontrar outros bens dos proprietários para quitar a execução.
A situação coloca em xeque o futuro da identidade visual e do nome de uma das casas noturnas mais antigas e queridas do Rio. Enquanto o leilão corre, os fãs do “Buk” ficam na torcida para que o casarão da Rua Álvaro Ramos não perca a essência que o tornou o refúgio dos roqueiros órfãos da Sapucaí e do pop comercial. É o rock carioca enfrentando um dos seus solos mais difíceis, dessa vez, fora dos palcos e dentro dos tribunais.










