O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou hoje (6) que não haverá recuo em relação à megaoperação realizada na capital na semana passada.
Castro fez a declaração durante a missa de sétimo dia em homenagem aos quatro policiais que perderam a vida na operação. Ele destacou: “Houve uma profunda mudança, há um movimento acontecendo, não haverá recuo, não haverá medo.”
O governador também se referiu aos agentes falecidos como heróis, afirmando: “Não tenham dúvidas que esses que hoje deixam saudade no coração de vocês começaram um novo tempo no Rio de Janeiro. Que essas lágrimas virem força e, sobretudo, exemplos de guerreiros que cumpriram a sua missão até o seu último dia.”
A operação, que visava o combate ao Comando Vermelho (CV), resultou em 121 mortes, incluindo os quatro policiais. Após a operação, moradores encontraram dezenas de corpos em uma área de mata na Serra da Misericórdia, no Complexo da Penha.
Os corpos foram levados para a Praça São Lucas, onde equipes da Defesa Civil realizaram a remoção. Entre os suspeitos mortos, 43 tinham mandados de prisão em aberto. Outros 97 possuíam um histórico criminal relevante, enquanto 17 não tinham ficha criminal, mas 12 deles apresentaram indícios de envolvimento com o tráfico em suas redes sociais, segundo a polícia.
A polícia informou que 62 dos suspeitos mortos eram de outros estados, incluindo 19 do Pará, 12 da Bahia, 9 do Amazonas, 9 de Goiás, 4 do Ceará, 3 do Espírito Santo, 2 da Paraíba, 1 do Maranhão, 1 do Mato Grosso, 1 de São Paulo e 1 do Distrito Federal.
O Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto foi fechado para receber exclusivamente os corpos da operação. A Defensoria Pública montou um posto de atendimento para auxiliar as famílias na identificação das vítimas.










