O sistema de trens do Rio de Janeiro se prepara para uma nova era. Em leilão judicial realizado nesta terça-feira (10), o Consórcio Nova Via Mobilidade foi declarado o novo operador da Supervia. Com uma proposta única e um desconto simbólico de 0,06% sobre a tarifa, o grupo assume a responsabilidade de gerir um dos modais mais críticos do estado pelos próximos cinco anos.
O que muda para o passageiro?
A grande novidade não está apenas no nome, mas no modelo de contrato. Diferente da gestão anterior, a remuneração agora será por quilômetro rodado e não mais por passageiro transportado.
- Previsibilidade: O governo aposta que esse formato reduzirá os constantes pedidos de reequilíbrio financeiro e aumentará o controle das tarifas.
- Qualidade: O contrato prevê metas rígidas de desempenho. Se o trem não passar no horário ou falhar, o faturamento da empresa cai.
Próximos passos da transição
A assinatura do contrato deve ocorrer ainda em fevereiro de 2026. Após isso, começa a operação assistida de 90 dias, onde a atual gestão da Supervia e a Nova Via Mobilidade trabalharão lado a lado para garantir que os trens não parem durante a troca de comando.
Importante: Apesar do nome parecido, o consórcio vencedor não tem relação com a empresa ViaMobilidade, que opera linhas em São Paulo.










