Visitantes do Aterro do Flamengo e do Jardim Botânico do Rio de Janeiro estão acompanhando um raro espetáculo da natureza: as palmeiras Talipot, plantadas há cerca de 60 anos por Roberto Burle Marx, começaram a florir simultaneamente neste fim de novembro. A floração da Corypha umbraculifera, espécie nativa da Índia e do Sri Lanka, ocorre apenas uma vez na vida da planta, que, ao atingir entre 40 e 70 anos, produz uma enorme inflorescência e, logo em seguida, morre.
Com até 30 metros de altura, as talipots revelam no topo copas carregadas de milhões de florzinhas, um show visual que atrai moradores e turistas. A floração marca tanto o auge da vida da árvore quanto o início de sua morte. Apesar disso, o momento é também uma oportunidade: a produção de flores e frutos permitirá a coleta de sementes, usadas para gerar mudas e replantar a espécie em praças e parques da cidade.
Assim, a floração da talipot no Rio de Janeiro não representa apenas um final — mas também um recomeço: a chance de perpetuar essa palmeira extraordinária para as próximas gerações.










