A Polícia Civil afirma que Bruno Paixão, um dos mortos durante a operação emergencial no Complexo da Maré, na manhã desta quarta-feira (27), aparece ao lado de traficantes instantes antes de ser baleado. Segundo a corporação, imagens capturadas por um drone mostram o jovem na laje de uma casa, junto de um homem portando um fuzil.
No vídeo, o homem armado corre por um beco em frente ao imóvel. Embora não seja possível vê-lo entrando na casa, um suspeito com roupas semelhantes surge na laje ao lado de outros três homens. De acordo com a polícia, um deles, com camiseta azul de gola branca, é Bruno Paixão. Após um disparo atingir uma residência próxima, o grupo desce pelas escadas e desaparece das imagens.
Kombi usada como barricada, diz a polícia
A investigação aponta que a kombi de Bruno teria sido utilizada como barricada pelos criminosos durante a incursão. Não se sabe por que ele estava com os traficantes no momento gravado.
A família, porém, afirma que Bruno trabalhava como vendedor de queijos e não tinha envolvimento com o tráfico. Mesmo assim, a Polícia Civil diz que os três mortos na ação eram suspeitos de integrar a facção que atua na região. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) apura o caso.
Apreensão de fuzil dentro da casa
Dentro da residência filmada pelo drone, policiais apreenderam um fuzil com adesivo “CRT”, sigla atribuída ao traficante conhecido como “Corinthians”, liderança do Terceiro Comando Puro (TCP) na Baixada Fluminense e um dos principais alvos da operação.
Protesto e corpo desaparecido
Após a operação, familiares de Bruno fecharam duas faixas da Linha Amarela, na altura da Vila do João, reivindicando respostas sobre sua morte e cobrando informações sobre o paradeiro do corpo.
Menino de 10 anos baleado
A incursão também deixou ferido um menino de 10 anos, atingido na perna por um disparo enquanto participava de uma atividade escolar externa com professores da Escola Municipal Hélio Smidt. Ele foi atendido no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha.
O caso segue sob investigação, e a Polícia Civil ainda não esclareceu todos os pontos sobre a ação e o destino do corpo de Bruno.
Fonte: O Dia










