Forças de segurança do Rio de Janeiro realizaram uma megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha na terça-feira, 28 de outubro.
Durante a ação, Penélope, conhecida como Japinha e musa do Comando Vermelho (CV), foi morta em um confronto armado com policiais. Um disparo de fuzil atingiu seu rosto enquanto ela resistia à abordagem.
A operação mobilizou 2,5 mil agentes das Polícias Civil e Militar, além de unidades especiais. O corpo de Japinha foi encontrado próximo a um acesso principal da comunidade após horas de tiroteio. Ela estava vestida com roupa camuflada e colete tático, que continha carregadores de fuzil.
Japinha atuava na linha de frente da facção, protegendo rotas de fuga e pontos de venda de drogas.
A megaoperação resultou em 121 mortes, incluindo quatro policiais, e 113 prisões. Moradores retiraram dezenas de corpos de áreas de mata para uma praça na Penha.
Mulheres têm assumido posições de risco no CV, protegendo bocas de fumo com armamento pesado, coordenando comunicações entre líderes e participando de tiroteios diretos contra a polícia. Penélope é o exemplo dessa tendência nas facções cariocas, onde líderes priorizam perfis discretos para tarefas críticas. Operações recentes mostram um aumento de 30% nas prisões femininas.










