Zezé Motta abriu sua intimidade e carreira em uma entrevista ao programa “Maria Vai Com os Outros”, apresentado por Maria Ribeiro, revisitando sua relação com o corpo desde a adolescência e os ensaios nus que marcaram diferentes fases de sua trajetória. A atriz destacou que sempre encarou a nudez com naturalidade, mesmo vinda de uma criação rígida. “Sempre tive fama de boazinha. [Mas] a fama de boazinha na adolescência teve um intervalo, porque eu lidava muito bem com a nudez – até hoje lido muito bem. Já posei nua e depois de idosa posei nua”, afirmou.
Ela lembrou como, no colégio interno onde estudou, o corpo feminino era rigidamente ocultado. “Sou do tempo em que no meu colégio interno, que era só de meninas, nós não víamos o corpo uma da outra. Tomávamos banho vestidas, de camisola, depois as botávamos para secar”, disse, destacando: “Hoje em dia, entendo que eram outros tempos”.
Primeiros ensaios e repercussão
O primeiro ensaio nu de Zezé aconteceu nos anos 1970, para a revista A Pomba, experiência que ela já havia revivido nas redes sociais. “A primeira vez que eu posei nua foi para a capa de uma revista e ainda fazendo campanha de uma marca de moto. Sabe aquele jabá no início da carreira que não dá pra recusar? Está aí um ensaio que deu o que falar… Por conta dessas fotos fui expulsa da igreja que ia com a minha mãe”, contou.
Apesar da repressão familiar e religiosa, ela explicou que nunca se deixou limitar: “Tive uma infância muito reprimida… mas eu sempre encarei a nudez com naturalidade e nunca me permiti ser reprimida”.
Décadas depois, em 2019, Zezé voltou a posar nua, dessa vez para a revista Ela, do jornal O Globo, reafirmando aos 75 anos sua relação de liberdade e autonomia sobre o próprio corpo.










